Blog Quero me Formar — Organização & Finanças: 7 Verdades que Ninguém Te Conta Sobre os Investimentos

14 de novembro de 2020

7 Verdades que Ninguém Te Conta Sobre os Investimentos

 É verdade que a popularidade dos investimentos têm aumentado, mas, mesmo assim, muitas pessoas ainda acreditam em vários mitos sobre os investimentos. Para desmistificar alguns deles, confira 7 verdades que ninguém te conta sobre investimentos.

Ilustração touro de Wall Street atrás de uma moeda de bitcoin

Sempre falo nos nossos posts sobre investimentos o quanto investir é importante não só para ganhar dinheiro (seja qual for a estratégia de investimento), mas também para amadurecer a forma como você lida com ele.

É por isso que, mesmo respeitando todas as opiniões e perfis de investidor, acho que os investimentos sempre significarão algo bom para mim.

Afinal, começar a investir mudou a minha vida: me fez ler livros que eu considerava inúteis e que me fizeram crescer muito; me fez definir qual é o meu propósito de vida, sair da minha zona de conforto e, principalmente, me fez aprender coisas que eu jamais pensei serem ensinadas gratuitamente.

Foi principalmente por causa deste último aprendizado que eu decidi criar esse blog, pois percebi que ainda existia muitas coisas importantíssimas, capazes de mudar a vida das pessoas (como mudou a minha), e que deveriam ser compartilhadas.

É por isso que acho importantíssimo conhecer as verdades sobre os investimentos que ninguém te conta, porque muitas pessoas você só ouviram o lado ruim da história e sem questioná-la.

Sendo assim, o intuito desse post é esclarecer alguns mitos (principalmente os difundidos com um posicionamento contra os investimentos) e também difundir mais informações sobre o que realmente acontece quando você investe.

Declaro, antes de mais nada, que o título é apenas provocativo. Eu estou há pouco tempo no mercado financeiro (apenas 2 anos) e não sou expert no assunto (e estou sempre disposta a aprender mais).

Por isso, pode ser que eu não saiba absolutamente toda a verdade sobre os investimentos, mas estou sempre estudando a respeito e, mesmo sem saber de tudo, investir mudou e continua mudando a minha vida (positivamente falando), e considero isso suficiente para compartilhar essas informações.

Agora vamos ao conteúdo do artigo!


7 Verdades que Ninguém Te Conta Sobre os Investimentos



1. Investir não é apenas para os ricos


Se você já leu qualquer artigo sobre investimentos aqui no blog, provavelmente já sabe disso. 

Estou sempre frizando o quanto investir é acessível, independentemente de o investimento ser de renda fixa ou variável.

Especialmente os investimentos mais populares, sou acessíveis a praticamente qualquer investidor:

  • Renda Fixa - Tesouro Direto: a partir de R$ 30.
  • Renda Variável - Ações: qualquer valor, até mesmo abaixo de R$ 1.

Alguns investimentos mais arriscados, entretanto, podem exigir um investimento maior e isso acaba sendo bom, visto que o ideal é que investidores mais qualificados (em termos de conhecimento e experiência) negociem ativos mais arriscados, e não investidores iniciantes.

Assim, essa barreira acaba até protegendo o investidor iniciante de fazer operações que exigem mais do que a bagagem que tem, visto que ele provavelmente perderia dinheiro e sairia do mercado, insatisfeito e com bloqueios sobre investir.

Por isso, ao menos para começar, você definitivamente não precisa de muito dinheiro.


2. Investir não é assim tão arriscado


Sim, estou começando com os mitos mais clichês, pois estes são a base da barreira que impede novos entrantes nos investimentos, na grande maioria das vezes.

Os investimentos têm os seus riscos, contudo, os riscos podem ser gerenciados e isso é perfeitamente possível mesmo ao investidor iniciante.

Digo isso principalmente porque o risco está presente em absolutamente tudo o que fazemos.

Um exemplo (bem simples): se você trabalha numa loja de utilidades, pode acabar esbarrarando em uma bomboniere "caríssima" e ter o valor dela descontado do seu salário, mas nem por isso você deixaria de trabalhar.

A questão é sempre gerenciar os riscos: no nosso exemplo, seria ser cuidadosa, olhar ao redor, não fazer movimentos bruscos.

A lógica de gerenciar riscos nos investimentos é semelhante: requer cuidado, análise interna e externa ao investimento e, o mais importante, exige conhecimento.

Então quando digo que investir não é assim tão arriscado, quero dizer que não é uma operação do tipo "tudo ou nada" ou que a chance de ganhar seja muito menor do que a de perder.

Devo ressaltar, inclusive, que muitos investimentos de renda fixa contam ainda com a garantia do FGC, que assegura você em caso de problemas com a instituição financeira onde você investiu. Saiba mais sobre o FGC no nosso artigo clicando aqui.

Se você entrar sem o mínimo de preparo, de fato vai pensar que esse mercado não é para você e que tudo o que dizem sobre investimentos é uma grande mentira, mas até mesmo um pouco de conhecimento e controle emocional já são suficientes para gerenciar os riscos.

Você pode aprender mais sobre isso nesse artigo sobre risco de investimentos e também nesse post, sobre risco do investimento em ações.


3. Poupança não é investimento


Esse fato já foi bastante ressaltado aqui no blog e tem até mesmo um artigo dedicado à sua explicação. Acesse-o clicando aqui.

Em resumo, o rendimento da poupança é baixíssimo e, em virtude disso, ele está em patamares abaixo da inflação.

Com isso, é como se você estivesse perdendo dinheiro ao aplicá-lo na poupança, visto que o que você conseguia comprar com aquele dinheiro que foi aplicado, agora você não consegue mais.

Logo, a poupança não faz o seu capital se multiplicar e também não ajuda você a se proteger da perda de poder de compra causada pela inflação.

Mesmo que você alegue que a poupança é conveniente por permitir o saque do valor aplicado a qualquer momento, a verdade é que você tem opções melhores com esse mesmo benefício.

Algumas contas digitais já estão oferecendo a possibilidade de deixar o seu dinheiro aplicado, com possibilidade de resgate a qualquer momento, com rentabilidade igual e até mesmo acima do CDI (taxa que fica próxima à Selic).

Para obter ainda mais rentabilidade, visto que a Selic também está baixa, você ainda pode optar por investimentos de alta liquidez, em que o dinheiro fica disponível para saque no mesmo dia ou no próximo dia útil após a solicitação de resgate.

Logo, a "segurança" ou conveniência da poupança não são motivos suficientes, na grande maioria dos casos, para deixar o seu dinheiro aplicado lá.


4. Existem muitas opções de investimento disponíveis


Alguns investimentos são muito mais populares do que outros, entretanto, existem muuitas opções de investimento, tanto na renda fixa quanto na renda variável.

Ou seja, você tem muitas opções para aplicar o seu dinheiro, podendo, assim, escolher entre as aplicações mais adequadas para o seu perfil, seus objetivos, valor investido e tempo que deseja manter o valor aplicado.

A maioria das pessoas falam sobre ações, Tesouro Direto, CDBs e Fundos Imobiliários, de fato, mas você tem muita liberdade para investir em diversas aplicações.

É importante saber dessa gama de investimentos para "encontrar o seu lugar" no mercado de capitais, visto que investir pode acelerar bastante a multiplicação do seu patrimônio.

No nosso post sobre renda fixa e renda variável eu citei os principais investimentos dessas duas classificações de investimento.


5. Investir não é burocrático


Certa vez eu ouvi um colega dizer que abrir conta numa corretora, transferir o dinheiro, investir... é tudo muito burocrático.

Definitivamente, isso não é verdade.

De fato, não é possível investir com apenas um clique, mas abrir conta em uma corretora de valores é um processo simples e rápido (bem mais fácil do que abrir uma conta na Caixa Econômica, considerando principalmente o tempo gasto em filas).

Da mesma forma, os próximos passos (transferir dinheiro, escolher uma aplicação, enviar ordens de compra) também são bastante simples e têm se tornado cada vez mais simplificados, justamente para facilitar a vida do investidor.

A verdade é que, no início, é tudo muito novo e por isso nós acabamos estranhando esses processos, achando difícil. 

Mas assim como tudo na vida, a gente vai se acostumando e se familiarizando. Para ajudar, aqui no blog já tem alguns posts sobre tudo isso (como abrir conta, como investir na prática). Acesse aqui!


6. A inflação deve ser levada em conta


No Brasil, temos um histórico de altos níveis de inflação e, tratando desse conceito (em termos gerais) como um aumento generalizado dos preços, a inflação corrói o poder de compra do seu dinheiro, como já tratados acima.

Dessa forma, mesmo ao se deparar com altas rentabilidades nos investimentos, também deve-se levar em conta qual foi a inflação daquele período e analisar o retorno real do investimento (ou seja, o retorno proporcionado pela aplicação além da inflação).

Você pode calcular a rentabilidade real do seu investimento através da seguinte fórmula:

Rendimento Real = { [ ( 1 + Rendimento Líquido) / (1 + Inflação) ] - 1} x 100

Em que:

Rendimento Líquido = dado na forma decimal da porcentagem (por exemplo: 5% = 0,05 em decimal) e em termos líquidos, ou seja, após da dedução dos impostos sobre os rendimentos.

Inflação = também é dada na forma decimal.

Assim, para saber se no mínimo seu dinheiro ficou protegido contra a inflação e se o seu investimento está favorecendo o crescimento do seu patrimônio, não se esqueça da inflação ao mensurar os seus rendimentos.


7. Você precisa fazer as suas próprias escolhas


Por mais que você se sinta um pouco leiga no assunto, você precisa tomar as suas próprias decisões nos seus investimentos, ao menos no início.

Isso porque existem diversos conflitos de interesse entre os agentes do mercado financeiro (principalmente se tratando de renda variável) e também alguns maus conselhos.

Desde às corretoras aos assessores e coachings financeiros, estes têm os seus próprios interesses que, vez ou outra (ou sempre), podem acabar sendo colocados à frente dos seus ou dos usuários em geral dos serviços prestados por esses agentes.

Logo, principalmente se você está começando a investir, é fundamental que esteja sempre buscando conhecimento e tome as suas decisões conforme os seus conhecimentos e objetivos, sem ficar dependente de terceiros para fazer as suas escolhas.

Mesmo quando não há necessariamente um interesse envolvido, nem sempre os conselhos das outras pessoas serão 100% aplicáveis à sua realidade.

Assim, também não é muito interessante seguir recomendações de amigos, familiares e outras pessoas, quando essa recomendação não for compatível com uma decisão que você tomaria sozinha.



Considerações Finais

Como já tratamos aqui no blog em outros artigos, investir tem diversas vantagens e é possível encontrar investimentos que se adequem a diversos níveis de tolerância ao risco.

Apesar disso e de os investimentos serem até bastante acessíveis no Brasil, ainda existe uma pequena porcentagem de brasileiros investindo (em algo que não seja a poupança).

Por isso, é fundamental esclarecer ao menos algum dos mitos que circundam os investimentos e impedem que novas pessoas ingressem no mercado.

As 7 verdades que ninguém te contam sobre os investimentos foram:

  1. investir não é só para os ricos;
  2. investir não é assim tão arriscado;
  3. poupança não é investimento;
  4. existem muitas opções de investimento disponíveis;
  5. investir não é burocrático;
  6. a inflação não deve ser levada em conta;
  7. você precisa fazer suas próprias escolhas.

Espero que o conteúdo dessa semana ajude você a aprender mais sobre investimentos e estar no mercado financeiro.

Agora me conta nos comentários: você já acreditou em alguns desses mitos sobre investir? O que você acha disso?


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